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Placas Patrimoniais: 80,2% das Empresas Ainda Preferem Código de Barras

Imagem destacada do artigo
por Fernanda Piovezan
tempo de leitura: 8 minutos

A escolha da placa de identificação patrimonial parece um detalhe operacional, mas ela concentra decisões técnicas relevantes. Tecnologia de leitura, material e resistência ao ambiente de uso influenciam diretamente a confiabilidade do controle patrimonial ao longo dos anos.

Não é incomum que gestores de patrimônio tratem a placa como um item padronizado, sem espaço para variação. Na prática, porém, cada tecnologia, código de barras, RFID ou QR Code e cada material atendem a realidades operacionais diferentes, e escolher mal pode significar retrabalho, perda de rastreabilidade ou substituição precoce das etiquetas.

Neste artigo, apresentamos qual tecnologia de identificação lidera hoje as placas patrimoniais, como o RFID vem crescendo dentro dessa categoria e o que dados internos de vendas da Afixgraf revelam sobre material e tecnologia de placa. Continue a leitura!

Qual tecnologia é mais usada nas placas patrimoniais?

O código de barras é, disparado, a tecnologia mais adotada nas placas de identificação patrimonial. De acordo com a pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado, 80,2% das empresas que utilizam etiquetas patrimoniais optam pelo código de barras, contra 7,3% que já usam RFID e 4,3% com QR Code.

Esse resultado confirma um padrão consolidado: o código de barras é simples de implementar, tem custo mais acessível e atende bem à grande maioria das operações de controle patrimonial no Brasil.

Por que as placas patrimoniais são a maior prioridade de investimento?

Quando perguntadas sobre onde pretendem investir nos próximos 12 meses, as empresas responderam de forma clara: placas de patrimônio aparecem em 1º lugar, citadas por 27,6% dos respondentes, à frente de serviço de inventário (26,2%) e software de patrimônio (17,8%).

Isso mostra que a identificação física dos ativos não é tratada como item secundário. Pelo contrário: é o ponto de partida mais citado quando o assunto é organizar o controle patrimonial, o que exige atenção tanto à tecnologia quanto ao material da placa escolhida.

Como o código de barras chegou às placas patrimoniais?

O código de barras não nasceu para a gestão patrimonial. A tecnologia foi criada ainda na década de 1950 e ganhou escala comercial nos anos 1970, quando passou a ser usada para agilizar a leitura de preços no varejo, o primeiro produto escaneado comercialmente foi um pacote de chicletes, em 1974, nos Estados Unidos.

A adaptação para o controle patrimonial veio depois, à medida que as empresas perceberam que a mesma lógica, um código único, impresso e legível por leitor óptico, resolvia um problema até então manual: identificar e rastrear cada bem individualmente. Com custo baixo de impressão e leitura simples, o código de barras se tornou a porta de entrada natural para a informatização do inventário físico, papel que mantém até hoje.

QR Code é uma alternativa ao código de barras?

Sim, embora ainda seja a opção menos adotada entre as tecnologias individuais de identificação. Segundo a pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado, o QR Code passou de 3,1% em 2023 para 4,3% em 2025, um crescimento real, mas em ritmo bem mais lento que o do próprio código de barras (de 78,1% para 80,2%) e do RFID (de 3,1% para 7,3%) no mesmo período.

Na prática, o QR Code tem uma vantagem pontual: pode ser lido por qualquer smartphone, sem exigir leitor dedicado, e armazenar mais informação no mesmo espaço físico. Em compensação, exige impressão de maior qualidade para manter a legibilidade e ainda enfrenta baixa adoção em rotinas de inventário físico em massa, onde código de barras e RFID seguem sendo mais eficientes. Por isso, hoje ele funciona como uma alternativa pontual, não como substituto do código de barras.

Qual material de placa entrega mais durabilidade?

Parceria Afixcode + Afixgraf

Guia Completo para Escolher Placas de Patrimônio

Um material interativo que reúne tecnologia, material e critérios técnicos para escolher a placa patrimonial certa para a sua empresa.

Em parceria com a Afixgraf, olhamos também para os dados internos de vendas, e o material mais escolhido pelas empresas é o alumínio. Segundo dados internos de vendas da Afixgraf, o alumínio é o material mais escolhido em placas de identificação patrimonial, respondendo, em média, por 70% da categoria nos últimos anos, resultado direto da sua durabilidade em ambientes industriais.

Na prática, isso significa que, mesmo com o código de barras como tecnologia predominante, a escolha do material da placa segue sendo um critério técnico relevante, especialmente para ativos expostos a calor, umidade, atrito ou manuseio constante.

Porque o alumínio é o material favorito 

O guia desenvolvido em parceria com a Afixgraf detalha por que o alumínio se consolidou como o material preferido: ele oferece durabilidade superior a 20 anos e alta resistência a UV, atrito, umidade e produtos químicos, características especialmente relevantes em ambientes industriais, hospitalares e de logística intensa.

Na comparação com outros materiais, o alumínio fica atrás apenas do aço inox em resistência bruta, mas com custo mais baixo e maior flexibilidade de aplicação: pode ser usado em versão rígida (0,30 mm) ou flexível (0,15 mm), com fixação por adesivo de alta resistência, cola de junta ou rebites e parafusos. 

Já frente a materiais como poliéster e BOPP, mantém durabilidade superior em ambientes externos, o que explica sua adoção como padrão em escritórios, indústrias, instituições públicas, hospitais e empresas de logística

O RFID está avançando nas placas patrimoniais?

Sim, e em ritmo acelerado. A pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado mostra que o uso de etiquetas RFID cresceu de 3,1% em 2023 para 7,3% em 2025, e 42,9% das empresas já consideram o RFID uma excelente solução para gestão de ativos. O interesse em investir na tecnologia também avançou: 13,8% das empresas planejam investir em tags RFID nos próximos 12 meses, quase o dobro dos 7,2% registrados em 2023.

Os dados internos de vendas da Afixgraf reforçam esse movimento em um recorte ainda mais específico: entre 2024 e 2025, a adoção de RFID em placas patrimoniais cresceu 174%, um ritmo muito acima do crescimento médio de 5,3% registrado no conjunto de todas as placas patrimoniais vendidas pela Afixgraf no mesmo período. 

Vale destacar que isso não significa que o código de barras esteja obsoleto. Para operações com menor volume de ativos ou processos mais simples de inventário, o código de barras continua sendo suficiente e custo-efetivo.

Setores que mais utilizam RFID na identificação patrimonial

O RFID ganha força principalmente em setores que dependem de leitura em massa e rastreabilidade à distância: hospitais e saúde lideram a adoção, com 35,3% das empresas do setor já utilizando a tecnologia, seguidos por educação e serviços, empatados em 17,6% cada. Órgãos públicos aparecem na sequência, com 11,8%, enquanto indústrias diversas, bancos e instituições financeiras e o setor agrícola ou de mineração registram 5,9% cada.

Olhando para os próximos anos, o RFID aparece como a aposta mais consistente entre as tecnologias emergentes de identificação: 53,9% dos gestores apontam a adoção crescente de RFID como uma das principais tendências para o ativo imobilizado, segundo a pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado — atrás apenas do uso de inteligência artificial (63,8%) e da integração de softwares especialistas com ERPs (54,3%).

RFID + Código de barras ou QR Code: combinação de tecnologias é o melhor dos dois mundos

Um ponto pouco explorado é que RFID e código de barras (ou QR Code) não precisam ser tecnologias concorrentes. Já é possível reunir as duas camadas na mesma placa: a parte visível, com código de barras ou QR Code, mantém a leitura óptica tradicional, simples, barata e compatível com qualquer processo já implantado, enquanto o chip RFID embutido adiciona leitura à distância e em massa, sem exigir contato visual direto com o ativo. 

Essa combinação entrega o melhor dos dois mundos e, hoje, é a opção mais completa para empresas que querem migrar gradualmente para o RFID sem abrir mão da compatibilidade com o processo de inventário já implantado.

Como a Afixcode pode ajudar?

Com mais de 25 anos de mercado e +1.800 projetos concluídos, a Afixcode acompanha de perto a evolução da identificação patrimonial, do código de barras ao RFID. Nossa metodologia segue a ISO 9001 e mantém o NPS 82 (Nível de Excelência) e 98% de satisfação dos clientes, sustentando projetos de inventário, avaliação patrimonial e implantação de tecnologia de identificação com o mesmo padrão técnico.

Se a sua empresa está avaliando qual tecnologia e qual material de placa faz mais sentido para o seu patrimônio, fale com um especialista através do [email protected] ou (11) 2888-4747.

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