A escolha da placa de identificação patrimonial parece um detalhe operacional, mas ela concentra decisões técnicas relevantes. Tecnologia de leitura, material e resistência ao ambiente de uso influenciam diretamente a confiabilidade do controle patrimonial ao longo dos anos.
Não é incomum que gestores de patrimônio tratem a placa como um item padronizado, sem espaço para variação. Na prática, porém, cada tecnologia, código de barras, RFID ou QR Code e cada material atendem a realidades operacionais diferentes, e escolher mal pode significar retrabalho, perda de rastreabilidade ou substituição precoce das etiquetas.
Neste artigo, apresentamos qual tecnologia de identificação lidera hoje as placas patrimoniais, como o RFID vem crescendo dentro dessa categoria e o que dados internos de vendas da Afixgraf revelam sobre material e tecnologia de placa. Continue a leitura!
Qual tecnologia é mais usada nas placas patrimoniais?

O código de barras é, disparado, a tecnologia mais adotada nas placas de identificação patrimonial. De acordo com a pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado, 80,2% das empresas que utilizam etiquetas patrimoniais optam pelo código de barras, contra 7,3% que já usam RFID e 4,3% com QR Code.
Esse resultado confirma um padrão consolidado: o código de barras é simples de implementar, tem custo mais acessível e atende bem à grande maioria das operações de controle patrimonial no Brasil.
Por que as placas patrimoniais são a maior prioridade de investimento?
Quando perguntadas sobre onde pretendem investir nos próximos 12 meses, as empresas responderam de forma clara: placas de patrimônio aparecem em 1º lugar, citadas por 27,6% dos respondentes, à frente de serviço de inventário (26,2%) e software de patrimônio (17,8%).
Isso mostra que a identificação física dos ativos não é tratada como item secundário. Pelo contrário: é o ponto de partida mais citado quando o assunto é organizar o controle patrimonial, o que exige atenção tanto à tecnologia quanto ao material da placa escolhida.
Como o código de barras chegou às placas patrimoniais?
O código de barras não nasceu para a gestão patrimonial. A tecnologia foi criada ainda na década de 1950 e ganhou escala comercial nos anos 1970, quando passou a ser usada para agilizar a leitura de preços no varejo, o primeiro produto escaneado comercialmente foi um pacote de chicletes, em 1974, nos Estados Unidos.
A adaptação para o controle patrimonial veio depois, à medida que as empresas perceberam que a mesma lógica, um código único, impresso e legível por leitor óptico, resolvia um problema até então manual: identificar e rastrear cada bem individualmente. Com custo baixo de impressão e leitura simples, o código de barras se tornou a porta de entrada natural para a informatização do inventário físico, papel que mantém até hoje.
QR Code é uma alternativa ao código de barras?
Sim, embora ainda seja a opção menos adotada entre as tecnologias individuais de identificação. Segundo a pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado, o QR Code passou de 3,1% em 2023 para 4,3% em 2025, um crescimento real, mas em ritmo bem mais lento que o do próprio código de barras (de 78,1% para 80,2%) e do RFID (de 3,1% para 7,3%) no mesmo período.
Na prática, o QR Code tem uma vantagem pontual: pode ser lido por qualquer smartphone, sem exigir leitor dedicado, e armazenar mais informação no mesmo espaço físico. Em compensação, exige impressão de maior qualidade para manter a legibilidade e ainda enfrenta baixa adoção em rotinas de inventário físico em massa, onde código de barras e RFID seguem sendo mais eficientes. Por isso, hoje ele funciona como uma alternativa pontual, não como substituto do código de barras.
Qual material de placa entrega mais durabilidade?
Em parceria com a Afixgraf, olhamos também para os dados internos de vendas, e o material mais escolhido pelas empresas é o alumínio. Segundo dados internos de vendas da Afixgraf, o alumínio é o material mais escolhido em placas de identificação patrimonial, respondendo, em média, por 70% da categoria nos últimos anos, resultado direto da sua durabilidade em ambientes industriais.
Na prática, isso significa que, mesmo com o código de barras como tecnologia predominante, a escolha do material da placa segue sendo um critério técnico relevante, especialmente para ativos expostos a calor, umidade, atrito ou manuseio constante.
Porque o alumínio é o material favorito
O guia desenvolvido em parceria com a Afixgraf detalha por que o alumínio se consolidou como o material preferido: ele oferece durabilidade superior a 20 anos e alta resistência a UV, atrito, umidade e produtos químicos, características especialmente relevantes em ambientes industriais, hospitalares e de logística intensa.
Na comparação com outros materiais, o alumínio fica atrás apenas do aço inox em resistência bruta, mas com custo mais baixo e maior flexibilidade de aplicação: pode ser usado em versão rígida (0,30 mm) ou flexível (0,15 mm), com fixação por adesivo de alta resistência, cola de junta ou rebites e parafusos.
Já frente a materiais como poliéster e BOPP, mantém durabilidade superior em ambientes externos, o que explica sua adoção como padrão em escritórios, indústrias, instituições públicas, hospitais e empresas de logística
O RFID está avançando nas placas patrimoniais?

Sim, e em ritmo acelerado. A pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado mostra que o uso de etiquetas RFID cresceu de 3,1% em 2023 para 7,3% em 2025, e 42,9% das empresas já consideram o RFID uma excelente solução para gestão de ativos. O interesse em investir na tecnologia também avançou: 13,8% das empresas planejam investir em tags RFID nos próximos 12 meses, quase o dobro dos 7,2% registrados em 2023.
Os dados internos de vendas da Afixgraf reforçam esse movimento em um recorte ainda mais específico: entre 2024 e 2025, a adoção de RFID em placas patrimoniais cresceu 174%, um ritmo muito acima do crescimento médio de 5,3% registrado no conjunto de todas as placas patrimoniais vendidas pela Afixgraf no mesmo período.
Vale destacar que isso não significa que o código de barras esteja obsoleto. Para operações com menor volume de ativos ou processos mais simples de inventário, o código de barras continua sendo suficiente e custo-efetivo.
Setores que mais utilizam RFID na identificação patrimonial
O RFID ganha força principalmente em setores que dependem de leitura em massa e rastreabilidade à distância: hospitais e saúde lideram a adoção, com 35,3% das empresas do setor já utilizando a tecnologia, seguidos por educação e serviços, empatados em 17,6% cada. Órgãos públicos aparecem na sequência, com 11,8%, enquanto indústrias diversas, bancos e instituições financeiras e o setor agrícola ou de mineração registram 5,9% cada.

Olhando para os próximos anos, o RFID aparece como a aposta mais consistente entre as tecnologias emergentes de identificação: 53,9% dos gestores apontam a adoção crescente de RFID como uma das principais tendências para o ativo imobilizado, segundo a pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado — atrás apenas do uso de inteligência artificial (63,8%) e da integração de softwares especialistas com ERPs (54,3%).
RFID + Código de barras ou QR Code: combinação de tecnologias é o melhor dos dois mundos
Um ponto pouco explorado é que RFID e código de barras (ou QR Code) não precisam ser tecnologias concorrentes. Já é possível reunir as duas camadas na mesma placa: a parte visível, com código de barras ou QR Code, mantém a leitura óptica tradicional, simples, barata e compatível com qualquer processo já implantado, enquanto o chip RFID embutido adiciona leitura à distância e em massa, sem exigir contato visual direto com o ativo.
Essa combinação entrega o melhor dos dois mundos e, hoje, é a opção mais completa para empresas que querem migrar gradualmente para o RFID sem abrir mão da compatibilidade com o processo de inventário já implantado.
Como a Afixcode pode ajudar?
Com mais de 25 anos de mercado e +1.800 projetos concluídos, a Afixcode acompanha de perto a evolução da identificação patrimonial, do código de barras ao RFID. Nossa metodologia segue a ISO 9001 e mantém o NPS 82 (Nível de Excelência) e 98% de satisfação dos clientes, sustentando projetos de inventário, avaliação patrimonial e implantação de tecnologia de identificação com o mesmo padrão técnico.
Se a sua empresa está avaliando qual tecnologia e qual material de placa faz mais sentido para o seu patrimônio, fale com um especialista através do [email protected] ou (11) 2888-4747.
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