A identificação dos bens patrimoniais é um dos pilares da gestão do ativo imobilizado e os dados mostram que o mercado brasileiro está mudando a forma como faz isso.
Segundo a 4ª edição da pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado, realizada pela Afixcode, o uso de etiquetas RFID patrimoniais cresceu 135% entre 2023 e 2025, passando de 3,1% para 7,3% das empresas brasileiras.
Neste artigo, apresentamos os principais dados sobre a adoção de etiquetas patrimoniais no Brasil, o avanço do RFID por setor e o que esse crescimento significa para a gestão do ativo imobilizado nas empresas. Continue a leitura!
Como as empresas identificam seus bens patrimoniais hoje?

Antes de entender o avanço do RFID, é importante ter clareza sobre o panorama atual da identificação patrimonial no Brasil.
A 4ª edição da pesquisa, mostra que 84,4% das empresas brasileiras utilizam algum tipo de etiqueta patrimonial. Isso significa que a grande maioria já reconhece a necessidade de identificar fisicamente seus bens, o que varia é a tecnologia utilizada.
O cenário de adoção por tipo de etiqueta é o seguinte:
- 80,2% utilizam etiquetas com código de barras, ainda a tecnologia mais comum
- 8,2% utilizam identificação mista (mais de um tipo de etiqueta)
- 7,3% utilizam etiquetas RFID
- 4,3% utilizam etiquetas QR Code
O código de barras segue como padrão dominante, mas o movimento em direção a tecnologias mais robustas é evidente, especialmente quando se observa o crescimento expressivo do RFID nos últimos dois anos.
O crescimento das etiquetas RFID: de 3,1% para 7,3%
O dado mais relevante desta edição da pesquisa é o salto na adoção de etiquetas RFID patrimoniais.
Em 2023, 3,1% das empresas utilizavam RFID para identificação de seus bens. Em 2025, esse número chegou a 7,3%, um crescimento de 135%.
Esse avanço não é coincidência. Ele reflete um movimento mais amplo de maturidade na gestão patrimonial: empresas que já estruturaram seus inventários e políticas internas estão avançando para tecnologias que oferecem mais velocidade, precisão e rastreabilidade no controle dos seus ativos.
Vale destacar que o RFID não substitui apenas a etiqueta, ele transforma o processo. Com a tecnologia, é possível realizar leituras de múltiplos bens simultaneamente, sem linha de visada, com alto grau de automação. Para empresas com grande volume de ativos ou múltiplas unidades, essa diferença é operacionalmente significativa.
Quais setores lideram a adoção do RFID
A adoção de etiquetas RFID patrimoniais não é uniforme entre os segmentos. Os dados da pesquisa mostram uma concentração clara em setores com maior volume de ativos, maior exigência regulatória ou maior necessidade de rastreabilidade:

O setor de Saúde lidera com 35,3% o que faz sentido dado o perfil do segmento: alto volume de equipamentos críticos e de alto valor, necessidade de rastreabilidade constante e exigências regulatórias que tornam o controle patrimonial estratégico, não apenas operacional.
Educação e Serviços aparecem empatados em segundo lugar (17,6% cada), seguidos por Órgãos Públicos (11,8%), setor que, pela natureza da gestão pública e obrigatoriedade de conformidade com normas de controle patrimonial, tem incentivos claros para adotar tecnologias mais eficientes.
Intenção de investimento: RFID quase dobra em dois anos
O crescimento da adoção atual já é expressivo, mas o dado que projeta o futuro é igualmente relevante.
De acordo com a pesquisa, 13,8% das empresas planejam investir em tags RFID nos próximos 12 meses, antes 7,2% registrados em 2023. Isso representa quase o dobro da intenção de investimento em apenas dois anos.
Esse número posiciona o RFID como uma das tecnologias com maior crescimento de interesse no setor patrimonial, superando, em ritmo de expansão, itens como software de patrimônio (17,8%) e avaliação patrimonial (17,5%) quando se considera a variação percentual em relação à edição anterior.
Para a gestão patrimonial, esse movimento sinaliza que o RFID está deixando de ser uma solução de nicho para se tornar parte do planejamento estratégico das empresas.
O que esse cenário indica para a gestão patrimonial
Os dados apontam para uma tendência clara: as empresas brasileiras estão avançando na maturidade do controle de ativos, e a tecnologia de identificação é um dos principais vetores dessa evolução.
Esse movimento está alinhado com outro dado relevante da pesquisa: 85,1% das empresas apontam controle e rastreabilidade dos ativos como a principal área que demanda atenção na gestão patrimonial. O RFID responde diretamente a essa demanda, com maior velocidade de leitura, menor margem de erro e rastreabilidade em tempo real.
Ao mesmo tempo, é importante contextualizar: o RFID ainda representa uma parcela pequena do mercado. A maioria das empresas opera com código de barras o que, dependendo do volume e da complexidade dos ativos, pode ser suficiente. A escolha da tecnologia de identificação deve ser orientada pelo perfil operacional da empresa, não apenas pela novidade tecnológica.
O que os dados confirmam é que, para empresas com grande volume de ativos, múltiplas unidades ou alto grau de exigência de rastreabilidade, o RFID já deixou de ser uma aposta e passou a ser uma escolha estratégica comprovada.
Como a Afixcode pode ajudar?
A Afixcode oferece solução completa para identificação e controle do ativo imobilizado desde a fabricação de etiquetas patrimoniais (código de barras, QR Code e RFID) até o inventário físico, a conciliação físico-contábil e os softwares de gestão Afixinv e Afixpat Start.
Com 25 anos de mercado, mais de 1.800 projetos realizados, NPS 82 (Nível de Excelência) e 98% de satisfação dos clientes, somos referência em gestão do ativo imobilizado no Brasil e trabalhamos com metodologia ISO 9001 em todas as etapas.
Se a sua empresa está avaliando a adoção de etiquetas RFID ou quer entender qual tecnologia de identificação faz mais sentido para o seu cenário, entre em contato com um dos nossos especialistas: [email protected] ou (11) 2888-4747