A maioria das empresas brasileiras já deu o primeiro passo: adotou um sistema para gerenciar seu ativo imobilizado. O desafio, porém, não está mais em ter ou não ter uma ferramenta, está em garantir que ela funcione de forma integrada e atenda às exigências reais da gestão patrimonial. Ter um sistema e ter um sistema que resolve são, na prática, coisas muito diferentes.
A 4ª edição da pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado, realizada pela Afixcode com 285 profissionais do setor, trouxe dados que deixam esse paradoxo evidente: 91,3% das empresas já utilizam alguma ferramenta automatizada para o controle patrimonial, mas 53,8% dos gestores e membros do C-level afirmam que o sistema atual não atende a todas as necessidades da gestão do imobilizado.
Neste artigo, explicamos o que está por trás desse resultado, qual é o principal gargalo identificado e o que um sistema de controle patrimonial integrado precisa entregar para, de fato, resolver o problema. Continue a leitura!
O paradoxo do imobilizado em 2025: mais sistemas, mesmos problemas
Os números parecem otimistas à primeira leitura: 91,3% das empresas já abandonaram as planilhas e adotaram alguma forma de automação para o controle do ativo imobilizado. Em relação à pesquisa anterior, realizada em 2023, o índice era de 85,4% ,o que representa avanço real na maturidade do setor.
Mas quando a pesquisa vai além da adoção e pergunta sobre satisfação, o cenário muda de tom. Mais da metade dos gestores e diretores consultados, 53,8% , admite que o sistema atual não atende a todas as necessidades da sua gestão patrimonial. Esse dado vem de quem decide: C-level e gestores, não analistas ou assistentes.
O paradoxo, portanto, é claro: a maioria das empresas investiu em tecnologia para o imobilizado. Mas o problema operacional, controle incompleto, dados inconsistentes, dificuldade de conciliação, persiste.
A pergunta que o mercado precisa responder é: por quê?
O gargalo está na integração e os dados não deixam dúvida
De acordo com a pesquisa, 38,5% das empresas utilizam sistema de inventário físico integrado ao sistema de patrimônio. Isso significa que 61,5% ainda operam com ferramentas desconectadas, inventariando os bens de um lado e registrando o controle contábil do outro, sem sincronização automática entre os dois ambientes.
Essa separação tem consequências práticas que qualquer gestor com experiência em controle patrimonial reconhece:
- Inconsistência físico-contábil: bens localizados no inventário não correspondem aos registros do sistema de patrimônio, gerando divergências que precisam ser resolvidas manualmente
- Retrabalho no fechamento contábil: dados de fontes distintas precisam ser cruzados a cada ciclo, aumentando o risco de erro e o tempo de equipe
- Vulnerabilidade em auditorias externas: inconsistências entre o físico e o contábil são um dos principais pontos de ressalva levantados por auditores independentes
- Rastreabilidade fragmentada: sem integração, o histórico de movimentações, transferências e baixas fica distribuído em bases diferentes, o que compromete a capacidade de resposta da área patrimonial
Vale destacar que o índice de integração avançou em relação a 2023, quando era de 34,3%. O progresso é real. Mas ainda deixa 6 em cada 10 empresas operando sem essa conexão essencial entre o inventário físico e o controle patrimonial.
“Sem a integração entre os sistemas, o processo de conciliação passa a depender de etapas manuais: exportação, importação, análise e correção. Qualquer falha nesse ciclo obriga a equipe a retornar às etapas anteriores e recomeçar o trabalho. Quando os dados físicos e contábeis estão centralizados em um único ambiente, esse risco desaparece e a empresa ganha não só eficiência operacional, mas também a segurança necessária para enfrentar auditorias do imobilizado sem inconsistências.”
Glauco Oda, CEO da Afixcode
O que os gestores reconhecem como prioridade, mas o sistema não entrega
Outro dado revelador da pesquisa é o que os profissionais apontam como principal área de atenção na gestão patrimonial. 85,1% citam controle e rastreabilidade dos ativos como prioridade número um. Em segundo lugar, 41,5% indicam integração de sistemas e automação.
O mercado sabe o que precisa. O problema não é falta de clareza sobre os objetivos, é a distância entre o que o sistema atual oferece e o que a gestão efetiva do imobilizado exige.
Esse gap fica ainda mais evidente quando se analisa o uso de Business Intelligence: 77,1% das empresas não utilizam BI para análise da gestão patrimonial. Em um contexto em que os dados do imobilizado deveriam subsidiar decisões sobre investimentos, depreciação, alienação e planejamento de CAPEX, a ausência de relatórios analíticos representa uma lacuna relevante no processo de gestão.
Segundo a própria pesquisa, 70,2% das empresas já utilizam dados patrimoniais para tomada de decisão sobre investimentos, mas boa parte desse processamento ainda ocorre manualmente ou por ferramentas sem integração com o sistema de controle.
BI e IA: as próximas fronteiras que o sistema atual ainda não alcança
Se a integração físico-contábil ainda é um desafio para 61,5% das empresas, o uso de tecnologias mais avançadas está em estágio ainda mais inicial.
Apenas 9,8% dos profissionais já utilizam inteligência artificial no controle patrimonial do dia a dia. Ao mesmo tempo, 63,8% reconhecem que o uso de IA para análise preditiva, reconhecimento de ativos e conciliação é a principal tendência do setor para os próximos anos, posição que supera até a integração de softwares com ERPs (54,3%) e a adoção de RFID (53,9%).
A distância entre perceber a tendência e adotá-la ainda é expressiva. Nesse caso, a principal barreira não é o custo: 50% dos profissionais que ainda não utilizam IA citam a falta de conhecimento sobre a tecnologia como o maior obstáculo. Outros 23,4% apontam que o sistema atual não oferece suporte para essa integração.
O que esse conjunto de dados revela é que o setor está em transição. Sistemas que hoje são considerados adequados precisarão incorporar inteligência analítica, integração nativa com ERPs e capacidade de geração automática de relatórios para continuar atendendo às exigências crescentes da área patrimonial.
O que um sistema de controle patrimonial integrado precisa entregar e como o Afixpat resolve cada ponto

Com base nos dados da pesquisa e na experiência acumulada em mais de 1.800 projetos ao longo de 25 anos, é possível mapear o que diferencia um sistema de controle patrimonial que resolve um sistema que apenas existe na estrutura tecnológica da empresa.
1. Integração nativa entre inventário físico e controle contábil:
O sistema precisa conectar automaticamente o que foi identificado em campo com o que está registrado na base patrimonial. O AfixInv, software de inventário da Afixcode, é integrado nativamente ao Afixpat, o que permite que os dados coletados em campo atualizem o controle de patrimônio em tempo real, eliminando a conciliação manual entre bases distintas e reduzindo diretamente o risco de inconsistência físico-contábil.
2. Controle físico, contábil e fiscal em uma única plataforma:
Depreciação societária, fiscal e por norma IFRS precisam ser calculadas de forma independente, mas dentro do mesmo ambiente de controle. O Afixpat opera com múltiplos livros de depreciação (multi-book), suportando simultaneamente os critérios contábeis, fiscais e societários, sem exigir controles paralelos em planilhas ou sistemas externos, o que reduz o risco de inconsistência e facilita a rastreabilidade em auditorias.
3. Suporte a múltiplas filiais e múltiplas moedas:
Empresas com operações distribuídas precisam de visibilidade centralizada sem abrir mão do controle por unidade. O Afixpat é desenvolvido com arquitetura multi filial nativa e suporte a múltiplas moedas, adequado para empresas em expansão, com filiais regionais ou operações sujeitas a diferentes regimes contábeis.
4. Conformidade com as normas vigentes:
O sistema deve suportar os requerimentos do CPC 27 (ativo imobilizado), do CPC 06 R2 / IFRS 16 (arrendamentos) e da legislação fiscal vigente. O Afixpat atende às normas contábeis e fiscais dos setores privado e público, com atualizações incorporadas sempre que há mudança regulatória, o que elimina o risco de operar com critérios desatualizados em um ambiente de auditoria cada vez mais exigente.
5. Relatórios analíticos para suporte à decisão:
Dados patrimoniais precisam sair do sistema em forma de análise, não apenas como exportações brutas. O Afixpat gera relatórios de evolução do imobilizado, projeção de depreciação, revisão de vida útil e impairment, transformando o controle patrimonial em insumo real para decisões de investimento, planejamento de CAPEX e atendimento às exigências da auditoria externa.
Como a Afixcode pode ajudar
Os dados da 4ª edição da pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado deixam claro que o problema do setor não é mais falta de sistemas, é falta de integração. E integração é exatamente o que o AfixPat foi desenvolvido para entregar.
Com 25 anos de mercado, mais de 1.800 projetos concluídos, certificação ISO 9001 e NPS 82 (Nível de Excelência), a Afixcode combina software próprio com expertise consultiva para garantir que o controle patrimonial da sua empresa funcione de forma completa, do inventário físico ao fechamento contábil, do controle de filiais ao atendimento da auditoria.
Fale com um especialista através do [email protected] ou (11) 2888-4747 e descubra o que falta para o controle patrimonial da sua empresa funcionar de verdade.