CPC 27 e o Tratamento Contábil dos Ativos Imobilizados | AfixCode

CPC 27 e o Tratamento Contábil dos Ativos Imobilizados

CPC 27 e o Tratamento Contábil dos Ativos Imobilizados

Controle Patrimonial Setor Público - Indice
 
Controle Patrimonial Setor Público - Conteúdo

O objetivo do Pronunciamento Contábil CPC 27 é o de prescrever o tratamento contábil para ativos imobilizados, de forma que os usuários das demonstrações contábeis possam discernir a informação sobre o investimento de uma entidade em seus ativos imobilizados, bem como as mutações nesse investimento. Os principais pontos a serem considerados na contabilização dos ativos imobilizados são o reconhecimento dos ativos, a determinação dos seus valores contábeis e os valores de depreciação e perdas por desvalorização a serem reconhecidas em relação aos mesmos.

Quando do registro contábil de uma compra de bem, deve-se obedecer as orientações que a essência prevalece sobre a forma.

Registro contábil x Finalidade do bem

Isso quer dizer que quando se tem uma compra de bem, um veiculo, por exemplo, deve-se primeiramente saber o destino desse bem, em termo de sua finalidade a que se destina.

Se, o veículo for adquirido para uso da empresa, deve-se contabilizar na conta de “VEÍCULOS”.
Se, o veículo for adquirido para Doações, p.ex, deve-se contabilizar na conta de “DESPESAS COM DOAÇÕES”.

Se, o veículo for adquirido para Promoção de Venda Interna da empresa, deve-se contabilizar na conta de “DESPESAS PROMOCIONAIS DE VENDAS”. E, assim, sucessivamente.

 

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Exemplo Prático

Exemplo: Compra de um veículo, à prazo, no valor de R$ 60.000,00

Lançamento Contábil da compra, pelo seu valor de custo.
D - VEÍCULOS……….. R$ 60.000,00
C - FORNECEDOR …. R$ 60.000,00

Lançamento contábil da Depreciação Econômica desse veículo por 10 anos p.ex.
D - DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO DE VEICULOS ……. R$ 500,00
C - DEPRECIAÇÃO ACUMULADA…………………………… R$ 500,00

- Registro da Depreciação Fiscal desse veiculo por 5 anos ( IN-162/98 )
- Não há registro contábil.
- Deve ser registrado no sistema para emissão do Relatório de Depreciação Fiscal, através da parametrização no sistema quando da aquisição.

 
 

Depreciação Econômica e Fiscal

Com relação ao valor da depreciação econômica reconhecida á maior ou à menor na contabilidade em relação a Depreciação Fiscal, prevista na IN-162/98, estes valores devem ser ajustados no Lucro Contábil, através do RTT, demonstrado na apuração do Lucro Real e com a conseqüente escrituração no FCont, ao final de cada período.

Este assunto será tratado oportunamente, com demonstrativo prático onde ficará explícito o tratamento contábil e fiscal. O assunto será tratado quando for analisar os efeitos da Depreciação Econômica sobre a Depreciação Fiscal e respectivos ajuste no Lucro Real.

A análise do CPC 27, que trata de Ativo Imobilizado, será feito em vários artigos, face a sua extensão e detalhes de procedimentos e entendimentos ditados pelo mesmo. No próximo artigo será apresentado os termos técnicos utilizados e os respectivos significados para melhor entendimento do assunto.

Dúvidas sobre a CPC 27 e seu tratamento contábil? Deixe o seu comentário!

 
 
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Honório Futida
Honório Futida
Bacharel em Ciências Contábeis, Bacharel em Ciências Administrativas, Tributarista especializado em IRPJ, prof. universitário desde 1976 com parecer no MEC, credenciado do CRC SP do Programa de Educação continuada (PEC). Diretor e Consultor da H.T. Assessoria e Consultoria e autor do livro “Administração da Empresa Contábil – Gerencia e Operações”. Professor de concursos públicos desde 1980 e da IOB desde 1990 nas áreas contábeis e tributárias, já treinou mais de 150 mil pessoas em todo o país.

7 Comentários

  1. Kleber disse:

    Honório, parabens pelo artigo, existem pouco exemplos claros hj em dia sobre o assunto, usarei o artigo como exemplo em minhas explicações.

    Muito obrigado!

  2. Ana Paula disse:

    Boa noite, estou fazendo um trabalho sobre os Pronunciamentos contábeis, estou com muitas dificuldades na parte de conceituar o que mudou nos pronunciamentos atuais, o que continuou, qual a importancia desses pronunciamentos, fiz varias pesquisas tentando descobrir algo a respeito e o que mais se assemelha ao que eu preciso é o seu blog, gostei do artigo, preciso saber mais sobre o CPC 32, e o CPC PME, se o senhor puder me ajudar estarei imensamente agradecida…

    att.
    Ana Paula

  3. Marcos Almeida disse:

    Boa Noite
    por gentileza tenho uma grande duvida com referência a CPC 27, qual é a semelhança com relação a resolução de numero 1409/2012 e ITG 2002 expedida recentemente?

    Att.

    Marcos

    • AFIXCODE Equipe AfixCode disse:

      Olá Marcos Almeida,

      Segue a resposta do Prof. Futida para a sua dúvida:

      De acordo com a Resolução 1409/2012, aplicam-se à entidade sem fins lucrativos. Foi editada a Resolução e a Interpretação. Uma trata Princípios de Contabilidade e a outra da Interpretação ITG 2002. Portanto uma complementa a outra. Uma trata de Norma e a outra de Princípios de Contabilidade e a Interpretação.

      Atenciosamente,
      Prof. Honório Futida.

  4. Ilaci P disse:

    Quanto ao registro contábl de veículo que hoje está totalemente depreciado, ou seja, valor residual zero.
    O veículo ainda está em uso (aquisição em 2004). Pode-se proceder ao registro do valor de mercado? qual seria a contabilização correta? Se a empresa for vender este veículo, o cálculo baseia-se na diferença (valor de mercado) e valor da venda?

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