Com uma operação industrial de alta complexidade, ativos distribuídos por diferentes áreas e estruturas, e a necessidade de integrar contabilidade e engenharia em torno de um mesmo objetivo, a Royal Canin enfrentou um desafio que muitas empresas reconhecem, mas poucas conseguem resolver com excelência: colocar o controle patrimonial verdadeiramente em ordem.
O resultado do projeto realizado com a Afixcode colocou a empresa entre um grupo seleto: das cerca de 300 empresas atendidas por ano, menos de 20 alcançaram o índice de aderência necessário para receber o Reconhecimento de Excelência da Afixcode. A Royal Canin foi uma delas e é a primeira empresa do segmento de alimentos para animais a conquistar esse resultado.
Resultados em destaque:
✔ Primeira empresa do segmento de alimentos para animais a atingir esse nível de aderência.
✔ Integração consolidada entre as equipes de engenharia e contabilidade para o correto registro de ativos.
✔ Visibilidade completa do maquinário industrial, incluindo equipamento de alto valor identificado e documentado no processo.
✔ Múltiplas formas de rastreamento por ativo: número de patrimônio, número de série e tag de manutenção.
✔ Projeto concluído entre dezembro de 2024 e agosto de 2025.
Quem é a Royal Canin?
A Royal Canin é uma das marcas mais reconhecidas no mundo em nutrição animal especializada, com presença em dezenas de países e atuação no Brasil como parte do grupo Mars, um dos maiores conglomerados alimentícios do mundo. A empresa desenvolve e produz alimentos para cães e gatos com base em pesquisa científica aprofundada, atendendo desde tutores individuais até clínicas veterinárias, hospitais e universidades da área da saúde animal.
Sua operação industrial combina alto volume de produção, grande parque de máquinas e equipamentos, e uma estrutura contábil que precisa refletir com precisão tudo o que existe fisicamente no chão de fábrica. Esse nível de exigência é o ponto de partida para entender por que o controle patrimonial, nesse contexto, não é uma obrigação burocrática é parte da gestão estratégica do negócio.
O desafio: ambiente industrial complexo e o gap entre o físico e o contábil
O ambiente industrial da Royal Canin combina fatores que tornam o controle patrimonial especialmente desafiador: alto volume de ativos, diversidade de equipamentos, estrutura distribuída por diferentes áreas e prédios, é uma realidade que muitas indústrias conhecem bem o histórico de registros incompletos, descrições truncadas no sistema e a ausência de uma linguagem comum entre as equipes de engenharia e contabilidade.
Antes do projeto, a situação era clara para quem estava dentro da operação. Os ativos entravam no sistema com descrições genéricas ou cortadas pelo limite de caracteres do software. Havia equipamentos registrados simplesmente como “EX”, sem que ninguém soubesse ao certo o que representavam. Projetos inteiros de capitalização geravam conjuntos de ativos mal detalhados, e a engenharia não tinha plena consciência do impacto que isso causava na contabilidade e vice-versa.
“Em resumo, a gente não conhecia, nós da engenharia não conhecíamos a regra, o que é um ativo, na sua definição, e na contabilidade também não tinha esse controle, essa parceria, esse suporte. O que acontecia? Geram-se muitos ativos que a gente não sabia o que era depois.” — Equipe de Engenharia, Royal Canin
Havia também a questão de ativos registrados em um prédio que, na prática, ficavam em outro, o Canil, o RMO, estruturas externas à fábrica principal e que, sem o conhecimento geográfico e operacional de quem trabalha no local, simplesmente não seriam encontrados.
A solução: parceria antes do inventário e integração entre equipes
O projeto com a Afixcode não começou diretamente com o inventário final. Antes disso, a equipe da Royal Canin e a Afixcode trabalhavam juntas em um processo preparatório essencial: organizar, identificar e etiquetar os ativos antes da etapa formal de inventariação. Essa decisão foi determinante para o resultado.
A equipe de engenharia foi mobilizada desde o início. Gestores e analistas foram a campo junto com os profissionais da Afixcode, aprendendo na prática o que é um ativo, como ele deve ser capitalizado corretamente, e qual o impacto que uma informação bem registrada tem lá na frente tanto no inventário quanto na contabilidade. Esse processo de transferência de conhecimento foi, segundo a própria equipe da Royal Canin, um dos ganhos mais importantes do projeto.
Um momento emblemático durante o trabalho ilustra bem o nível de comprometimento envolvido: ao identificar um equipamento recém-capitalizado de alto valor estimado em mais de R$ 20 milhões, a equipe da Afixcode retornou ao local antes do saneamento final, tirou fotos detalhadas, documentou o bem corretamente e garantiu que ele fosse integrado ao inventário com todas as informações necessárias. Essa flexibilidade foi destacada pela equipe da Royal Canin como um diferencial importante da parceria.
“A flexibilidade de contato com vocês é muito fácil. É um ponto que eu gostaria de dar muito destaque.” — Equipe Royal Canin
O que a equipe da Royal Canin destacou na execução
Ao longo do projeto, três aspectos foram repetidamente valorizados pela equipe da Royal Canin: comunicação, conhecimento técnico e comprometimento.
A profissional da Afixcode responsável pelo acompanhamento do projeto, Bernadete, manteve contato constante com o cliente durante toda a execução, orientando a equipe interna sobre como proceder nas situações mais complexas, respondendo dúvidas com agilidade e garantindo que nenhuma informação crítica se perdesse entre uma etapa e outra.
“Não fiquei um dia sem resposta dela. Foi muito positivo.” — Equipe Royal Canin
Além da comunicação, o conhecimento técnico da equipe de campo foi igualmente reconhecido. Os profissionais da Afixcode que realizaram o inventário físico demonstraram capacidade de identificar máquinas e equipamentos de forma precisa sabendo qual descrição atribuir, como relacionar o bem à sua nota fiscal de origem e como vincular as informações contábeis às físicas de maneira correta.
“O conhecimento técnico também. As pessoas que vieram fazer o inventário físico mesmo, de olhar uma máquina e saber o que é, saber qual descrição colocar, isso também foi muito importante.” — Equipe Royal Canin
O resultado: visibilidade total e uma nova cultura patrimonial
Ao final do projeto, a Royal Canin saiu de uma situação de baixa visibilidade sobre seu próprio maquinário para um cenário em que cada ativo pode ser rastreado de múltiplas formas: pelo número de patrimônio, pelo número de série e pela tag de manutenção. Essa redundância de identificação é, na prática, a garantia de que nenhum bem se perca, seja por baixa ou transferência não registrada, seja por simples falta de informação no momento do inventário.
“Agora a gente tem uma visão clara do maquinário realmente que a gente tem. Você tem N formas de rastrear o bem. Você tem o número de patrimônio, você tem o número de série, você tem a tag de manutenção. Então, perdi alguma informação, eu tenho o número de série. Entendeu? Isso mostra a evolução.” — Equipe Royal Canin
Mais do que a organização dos dados, o projeto produziu um efeito que vai além do inventário em si: a engenharia passou a entender seu papel como ponto de entrada do cadastro do ativo. Hoje, quando um novo equipamento entra na linha, as equipes sabem que a qualidade da informação registrada naquele momento vai determinar a facilidade ou a dificuldade do próximo inventário.
“Eu acho que foi um trabalho feito em várias mãos, em várias frentes, que deu muito certo. Eu acho que hoje a gente está bem mais preparado.” — Equipe Royal Canin
Cultura patrimonial: o desafio que vai além da tecnologia
O caso da Royal Canin reforça o que os dados do setor também apontam. Segundo a 4ª edição da Pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado, realizada pela Afixcode com 285 profissionais, a cultura empresarial é o maior obstáculo na gestão do ativo imobilizado para 71% dos gestores, um crescimento significativo em relação aos 51,4% registrados em 2023.
O problema, como o caso da Royal Canin demonstra, não é técnico: é comportamental. A tecnologia existe. O processo pode ser estruturado. O que faz a diferença é o engajamento das equipes, a compreensão do impacto de cada registro e o comprometimento da liderança em conduzir essa transformação de dentro para fora.
Na Royal Canin, esse movimento aconteceu de forma concreta: a engenharia aprendeu a importância de registrar os ativos corretamente no momento da capitalização. A contabilidade ganhou um parceiro interno que entende as consequências de uma informação incorreta. E o inventário, ao final, foi a confirmação de tudo o que as equipes vinham construindo ao longo dos meses anteriores.
“O inventário, no final, foi só para falar: olha, confirmar tudo aquilo que a gente vinha falando há anos. Vai capitalizar? Precisa capitalizar o item corretamente? Precisa identificar o custo corretamente de cada item? E isso vai facilitar o inventário.” — Equipe Royal Canin
Uma parceria que se expande
O projeto com a Royal Canin não ficou restrito a uma única unidade. No mesmo período, a Afixcode também atuou com outras operações do grupo Mars no Brasil, incluindo hospitais e universidades vinculados à área de saúde animal, consolidando uma presença que vai além de um contrato pontual e se transforma em uma relação de confiança de longo prazo.
Esse movimento reflete o que a Afixcode entende como o papel de um parceiro patrimonial de verdade: não apenas entregar um inventário, mas contribuir para que a empresa construa, ao longo do tempo, uma gestão cada vez mais madura, precisa e sustentável.
“E num primeiro projeto tão positivo, só dá gás para os próximos. Você já tem uma noção de organização e sabe como funciona.” — Equipe Royal Canin
Controle patrimonial é gestão estratégica e os resultados comprovam
O projeto com Royal Canin deixa uma lição objetiva: quando contabilidade e engenharia trabalham juntas, quando o registro do ativo começa correto e quando a empresa conta com um parceiro que combina conhecimento técnico, metodologia e comprometimento, o inventário deixa de ser um evento estressante e passa a ser a confirmação de uma gestão que já funciona.
Receber o Reconhecimento de Excelência da Afixcode, um resultado que menos de 20 entre cerca de 300 clientes atendidos por ano conquistam, é o reflexo disso. É a evidência de que o controle patrimonial, quando tratado com o rigor que merece, gera retorno real: em organização, em conformidade, em tomada de decisão e em cultura interna.
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