Muita gente enxerga o RFID e o RTLS como ferramentas para contar itens no estoque. Mas o maior valor dessas tecnologias está em prevenir perdas antes que elas aconteçam, furtos, ativos fantasmas e riscos operacionais, com alertas e rastreabilidade em tempo real.
Controlar e rastrear ativos é a prioridade número um de quem cuida do patrimônio no Brasil. Segundo a 4ª edição da pesquisa Cenário do Ativo Imobilizado, realizada pela Afixcode, 85,1% das empresas apontam o controle e a rastreabilidade dos ativos como a área que mais exige atenção na gestão patrimonial. Ainda assim, uma ideia insiste em circular: a de que tecnologias como RFID e RTLS servem apenas para contar itens no estoque.
Neste artigo, explicamos por que essa leitura é incompleta e como RFID e RTLS atuam na prevenção de perdas em tempo real, indo muito além do inventário. Continue a leitura!
RFID e RTLS só servem para contar estoque?
Não. Rastrear é o começo, não o fim.
RFID (Radio Frequency Identification) identifica e lê ativos por radiofrequência, sem contato visual e em lote, o que reduz o tempo de inventário de dias para minutos. RTLS (Real-Time Location System, ou sistema de localização em tempo real) vai além e informa onde o ativo está a cada momento, dentro de um raio que pode chegar a centenas de metros.
O ponto que costuma passar despercebido é este: ao saber o que existe, onde está e quando se move, a empresa deixa de apenas registrar o passado e passa a agir antes do prejuízo. É a diferença entre olhar pelo retrovisor e dirigir olhando pelo para-brisa.
O que a empresa realmente perde quando não sabe onde está o ativo?
Furto é a perda mais lembrada, mas raramente a maior. Segundo a Association of Certified Fraud Examiners (ACFE), organizações perdem em média 5% do faturamento anual para fraudes, em grandes operações, isso representa milhões. E há um custo silencioso que se soma a esse:
- Tempo operacional: equipes viram “detetives” procurando ferramentas, paletes e equipamentos que mudaram de lugar.
- Ativos fantasmas: itens já extraviados ou quebrados continuam na base contábil, gerando depreciação, seguro e impostos sobre algo que não opera mais.
- Divergência de estoque: o sistema mostra 120 unidades, o físico tem 97 e a gestão virá adivinhação.
Sem dados confiáveis, a decisão perde qualidade. Prevenir perdas, portanto, é tanto evitar o furto quanto eliminar o desperdício de tempo, capital e conformidade.
Como a tecnologia previne a perda em tempo real?
Aqui está a virada de chave: RFID e RTLS não só localizam, eles avisam.
Com leitores fixos e portais instalados em pontos estratégicos (nunca espalhados sem critério), o sistema cria uma espécie de cerca virtual. Quando um ativo cruza uma área não autorizada ou tenta deixar a empresa sem registro, ele dispara alerta: luz, som, notificação no sistema. Funciona como um vigia que nunca dorme e um inventariante em tempo integral.
Um exemplo real: uma empresa do setor financeiro precisava impedir que equipamentos saíssem do depósito de TI sem movimentação registrada. Com antenas na entrada, na saída e em cada portaria do complexo, passou a saber não só quando um item deixa o prédio, mas também se ele migrou de um andar para outro. Um único projeto resolveu várias dores de uma vez, controle de fluxo de ativos, de equipamentos e de movimentação interna.
Prevenção de perdas é só evitar furto?
Não e é aqui que o alcance dessas tecnologias fica evidente, em segmentos bem distintos:
- Saúde: em UTIs, CTIs e laboratórios, o RFID foi aplicado apenas aos equipamentos críticos, como respiradores. Encontrar um item em segundos, e não em uma hora, deixa de ser questão de custo e passa a ser questão de risco operacional e, no limite, de tempo de resposta ao paciente.
- Indústria e almoxarifado: antenas fixas orientam onde está a matéria-prima que mudou de corredor, sem que o operador vasculhe o galpão inteiro.
- Logística e aeroportos: com RTLS, é possível rastrear cadeiras de rodas, carrinhos de bagagem e equipamentos de apoio, garantindo que estejam disponíveis e no lugar certo, o que reduz gargalos e melhora a operação.
- Logística reversa: vasilhames, paletes, contêineres e outros itens reutilizáveis são acompanhados ao longo de todo o ciclo de uso.
Em todos os casos, prevenir a perda significa garantir que o ativo certo esteja no lugar certo, íntegro e em uso, não apenas que ninguém o levou.
Quando o RFID basta e quando vale combinar com o RTLS?
Vale ser direto: nem toda operação precisa da tecnologia mais avançada. Dependendo do volume e da criticidade, o código de barras ainda pode ser suficiente. Reconhecer esse limite é o que torna a decisão madura.
O RFID tem alta precisão de identificação, mas pode ter o sinal atenuado em ambientes com muito metal, como mineração e indústria pesada. Nesses cenários, o RTLS costuma se sair melhor, porque triangula o sinal e ganha alcance. E, com frequência, a melhor resposta é combinar as duas: um carrinho cirúrgico controlado por RTLS, por exemplo, com tags RFID (que chegam ao tamanho de um grão de arroz) em cada instrumento dentro dele. Assim se sabe onde está o carrinho e o que há dentro dele.
Não existe solução genérica. Cada operação e mesmo cada unidade dentro do mesmo segmento, tem particularidades que definem qual tecnologia se aplica.
Como a Afixcode pode ajudar?
Antes de instalar qualquer tecnologia, nós fazemos o diagnóstico: mapeamos seus ativos, seus fluxos e suas áreas críticas para indicar o que realmente se aplica RFID, RTLS ou uma solução combinada. É essa consultoria que separa um projeto que funciona de equipamentos comprados sem critério.
Com os softwares próprios Afixinv e Afixpat, mantemos sua base sempre espelhando o que existe em campo, com rastreabilidade máxima, alertas em tempo real e inventários que passam de dias para minutos. Tudo apoiado em 25 anos de mercado, mais de 1.800 projetos concluídos, NPS 79 (Nível de Excelência), 98% de satisfação e metodologia certificada ISO 9001.
Quer saber qual tecnologia faz sentido para o seu patrimônio? Fale com um especialista ou entre em contato: [email protected] ou (11) 2888-4747.